segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Final de semana com as coinquiline



Fim-de-semana diferente, na companhia das meninas cá de casa. Fomos as 3 visitar a terra da Giada e aproveitámos haver o Krampus para escolhermos esta altura.

A Giada é do Norte de Itália, de uma terrinha que se chama Tolmesso e fica pertinho da Áustria. Lá apanhámos o comboio as 3 e chegámos lá a horas de jantar, com o Massi (o namorado da G.) à espera. Fomos a um restaurante onde se comia frango assado com batatas fritas.. à mão. Não havia talheres. Começámos logo bem, com o estômago a ser preparado para os kgs de comida que se avizinhavam.

O cansaço das 4 horas de viagem era algum, fomos para casa dormir.

No dia seguinte a G. acordou-nos mais ou menos cedo. Estava a nevar!! Eu parecia uma criancinha e ela só dizia: 'espera até chegarmos à terra da minha Avó!'. Na verdade, depois de uma hora de carro com o tio da G., chegámos a Tarvisio, a 6 km da Áustria e 4km da Eslovénia, ou coisa parecida, e NEVAVA TANTO!


Tudo branco, tanta neve, tantas bolas de neve, que excitação :)

Conhecemos a família, comemos 10 kgs de comida, dormi a sesta e preparámo-nos para ir ver o Krampus.


O Krampus é uma festa tradicional austríaca que também se faz ali. Basicamente, há umas pessoas vestidas de diabos e coisas assustadoras do género, com badalos enormes que fazem imenso barulho quando andam, com tochas e um molho de ramos na mão com que batem nas pessoas. Eu estava a morrer de medo. Porque eles magoam mesmo!!



Vimos um desfile, depois fomos ver a cerimónia onde queimavam tudo e se ajoelhavam para o St. Nicolò que chegava e libertava o mal e aí começavam a bater mais nas pessoas. Até os putos pequenos fugiam, mas eram apanhados por estes diabos que os mandavam ao chão e lhes enchiam a cara de neve. Os jovens-adultos que se metiam lá no meio, levavam com cada 'chicoteada' que se ouvia a kms de distância.




(ampliar! - vale a pena!)

A sério, era tudo muito estranho! Não entendo bem como é que as pessoas fazem isto, mas acabava por ser um belo espectáculo. Bebemos vinho tinto quente com açúcar enquanto viamos tudo. Eu quando tentei tirar foto com os monstros, fugia logo a seguir que via o flash, com medo que me dessem uma chicoteada.



Mas foi óptima a neve toda, o ambiente todo, o irmão da G. com quem fiz guerra de bolas de neve, a família toda que era um espectáculo, o Massi, a Kalen, a Giada. Demo-nos tão bem as 3, nunca tínhamos passado assim tanto tempo só nós e sabe mesmo bem perceber que sermos coinquiline é ser mais do que vivermos juntas.

Amei:) Tivemos óptimas conversas, preguiças, risos, atrofios. Soube bem, gosto delas:)



Para uma descrição mais aperfeiçoada e em inglês, o blog da Kalen: When in Bologna..

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

As M's! e Laurea do Andrea

A Mia esteve cá a semana passada para juntarmos finalmente as M's! Já não estávamos as 3 juntas há demasiado tempo e foi bom sentir que há coisas que nunca mudam. A visita dela coincidiu também com a Laurea do Andrea, a primeira celebração de laurea a que assistimos do início ao fim.


Pela manhã, às 9.30, foi a Proclamazione, na qual uns professores chamavam um aluno finalista um a um. Quando foi a vez do Andrea gritámos, batemos muitas palmas e assim foi: estava oficialmente laureado! Bebemos logo um copinho de champanhe às 10h da manhã e preparámo-nos para nos rirmos e divertimo-nos com as tradições.

Ovos, farinha, muito frio, doces para as meninas que passavam. O resultado final do Andrea foi este:



Ao fim da tarde, tivemos a melhor festa de laurea possível, num bar das 5h da tarde até à 1h da manhã, com direito a tudo e mais alguma coisa, bom convívio e divertimento.



No dia seguinte, juntámos as M's aos italianos e à Teresa e Inês e comemos um belo jantar de sushi, cozinhado pela Mia e o Stefano, em casa do Andrea. Finalmente percebi que gosto de sushi, apesar de me ter feito mal ao estômago.



Foi uma semana diferente, cheia de gente, com o frio a chegar de vez, com planos diferentes. Gostei.

Gostei mesmo de ter cá a Mia:)

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Meninas cá

Foi uma semana recheada, com visitas da Mia, a laurea do Andrea e o fim-de-semana com a Teresa e a Inês.

No entanto, visto que ainda só tenho as fotos das miúdas cá, para já só falo delas.

Vieram cá visitar o 12º10, mas acabaram por ter muito tempo para mim. Conseguimos caber as 3 no meu quartinho pequeno, conversámos muito, rimos muito. Soube mesmo bem.


Martinha, Ana Nabais, Inês e eu

Bebemos um cappuccino à moda da Croácia - se é que me entendem. Levei-as a jantar a casa do Andrea na primeira noite, com direito a muito sushi e no dia seguinte jantámos esparguete à bolonhesa em casa dos portugueses.

A conversa ficou em dia, é impressionante como são mesmo as minhas amigas. Deu para atrofios, para filmes, para conversas da vida, para nostalgias e ideias de futuros desencontradas. (snif.)

Entretanto andámo-nos a passear pelas rua iluminadas de Bologna, que são mais que muitas e dão um ar mesmo bonito e acolhedor. O Natal está a chegar. Há árvores de Natal, luzes em tudo quanto é sítio, as montras estão todas enfeitadas. É maravilhoso:)



E a minha rua, a mais bonita de Bologna - cof! cof!, podem dizer, mas para mim é, porque é a minha! - está assim e faz-me sentir muito bem quando saio de casa, apesar da ventania, do frio e da chuva.



terça-feira, 25 de novembro de 2008

Diospiros


Uma caixa com 4 diospiros a 0,99€ dá para matar as saudades da infância.

domingo, 23 de novembro de 2008

Bacalhau

Faz um frio doloroso em Bologna. Já chegamos ao 1ºC à noite e custa. Como típico fim-de-semana que é, nem saí de casa. Sabe bem passar os dias enrolada na minha manta. Com tanta coisa going on, acabo por não estar assim tanto tempo em casa e depois fico sempre com pena, porque os meus coquilini são um espectáculo. São mesmo meus amigos, falo-lhes mesmo das minhas coisas, sabe bem...

Entretanto, na 6ª feira tivemos uma bela festa com bacalhaaaaau!! Éramos uns quantos portugueses, uns quantos tabuleiros de bacalhau com natas, 1 casa italiana, 2 italianos (de uma organização de Erasmus, que gostam muito de nós), 1 fonte de vinho!, boas conversas, rimos muito. Entretanto era noite electrónica e estava mesmo no espírito certo, soube bem, apesar de ter perdido o telemóvel de novo, mas como foi por pura estupidez minha, nem me chateei.

Os americanos que estavam cá em casa há mais de uma semana, e que vieram para ficar só 2 dias, foram hoje finalmente embora. Eram muito simpáticos, mesmo, só que 10 dias com hóspedes cansa. Até porque no fim-de-semana chegou também um amigo do Andrea, um pianista maravilhoso que vai fazer audições amanhã para o Scala de Milão.

A Mia há-de chegar entretanto, quando der sinais de vida. E mais tarde vem também a Inês e a Teresa Rato.

P.S.: A sério, está mesmo frio!

Desencontros

Erasmus é intenso. É cada segundo que passa, cada momento que importa. É viver a 200%, todos os instantes valerem, todas as banalidades perderem o seu carácter fútil. Erasmus é tudo, sempre, a toda a hora sem parar. Interessa o café, interessa a sesta, interessa o almoço, interessa o dia de limpar a cozinha. Interessam as pessoas. Criam-se encontros. Acontecem. Assim, por acaso.

Por vezes digo que Erasmus é um Big Brother com liberdade. É sempre a existir a ser a dar a sentir a mudar a não planear. Toda essa intensidade cria furacões, cria ligações, cria desesperos, cria calmaria. Tudo acontece sem parar.

O importante é não perder nunca o rumo. É não deixar perder-se na alucinação. É fácil, é um desafio, não é difícil ser-se bom. Há quem se perca, quem se desoriente, quem deixe de existir, quem se transforme, quem desapareça.

Mas não é difícil manter valores, manter o respeito, manter o ser.

Não é. Não é! Mesmo. E ainda bem para mim. Que o sei.

domingo, 16 de novembro de 2008

Libaneses

Ontem fomos para a Arteria, a seguir a uma festa em casa dos portugueses cheia cheia de estrangeiros, e pelo caminho apareceram 3 libaneses.

Ricos. Muito ricos.

Pagaram a entrada a umas 6 pessoas.

Sacaram de várias notas de 100€ e compravam gelo, garrafas de vodka, sumo, Redbull, flores, tudo.

Tudo para todos.

"Que é que bebes? Nada? Toma lá 50€ e vai ali comprar mais uma garrafa e sumo"

Era assim. A coisa mais estranha. Com gorjetas de 40€ para a menina do bar, com ramos de flores a custarem 20€ e pagarem um bónus de 80€.

Chovia dinheiro !

"Temos de ir embora, o bar está a fechar." "Eu pago para ficar mais um bocado."

Assustador.

sábado, 15 de novembro de 2008

Serata Portoghese

Todas as quartas-feiras há uma serata internationale numa discoteca. Há o buffet grátis com comida típica de um determinado país (buffet esse em que 90% da comida é italiana), depois um espectáculo referente ao país e de seguida começa a discoteca no seu pior, mas acabam por ser das noites mais divertidas.

Pois bem, esta semana foi a serata portoghese !



Algumas meninas cozinharam empadão e feijoada e deram um toque real ao buffet com comida verdadeiramente típica. Quanto ao espectáculo, foi dia dos meus meninos brilharem com um mini-concerto de música portuguesa, com o Pedro e o Nuno à guitarra, e a Marta a acompanhar o Pedro a cantar. Tivemos direito a fado, a Rui Veloso, Duarte Rosado, entre outros.

Tenho orgulho:)






A pista de dança foi inaugurada com outros clássicos portugueses, como as Doce, os Xutos e outros que tais, mas depressa o DJ decidiu passar para bimbalhadas e puntz puntz demasiado comercial. Fugimos todos logo a seguir.

No entanto, foi a nossa noite e valeu pela parte genuinamente portuguesa!

Ljubljana e Trieste

O fim-de-semana passado foi tempo de outros ares. A AEGEE, que é uma organização de Erasmus de cá, organizou uma viagem até Ljubjana e Trieste e lá fomos nós.

LJUBLJANA

O número de portugueses e espanhóis suplantava todas as outras nacionalidades. No entanto, eu e a Marta decidimos fugir um pouco das nossas origens lusitanas e andámos a perder-nos entre outros nossos amigos internacionais.



Ljubljana recebeu-nos bem. Foi bom relembrar os 40 minutos que tinha passado lá no Interrail e entender que ficou bastante para ver. Não muito, já que a cidade é pequena. Passeámos, seguimos as guias turísticas. Perdemo-nos sozinhas. Ficámos no hostel mais no centro, partilhámos o quarto com duas brasileiras. Jantámos com umas espanholas, fizemos companhia ao jantar de outros tantos, saímos todos juntos para uma discoteca que fechava às 6h da manhã, coisa que não existe em Itália.


Gonzalo, eu, Marta, Eli, Aitor, Arnau, Martinha


Gonzalo, Marta espanhola, eu


Marta, eu, Alejandra, Martinha


Le 3 Marte !



Buzinavam quando atravessavamos a estrada à italiana. Falavam uma língua estranha, mas todos sabem inglês (eu é que cada vez menos, o italiano anda a tomar controlo do meu cérebro). Têm comidas muito fritas que só se comem se não se olhar com atenção. Mas foi um bom dia.

TRIESTE

Depois de uma noite curta, de um pequeno-almoço maravilhoso que nos porporcionou sandes de queijo suficientes para o resto do Erasmus, de uma bela dormida no autocarro, chegámos a Trieste. Recebeu-nos logo com o mar, ali a banhar a cidade em torno do qual se desenvolveu. Nós, portugueses, lisboetas, somos um povo marítimo e ver o mar sabe bem demais.



Passeámos novamente. Uma cidade com edifícios mais imponentes, não parece Itália, cores frias, mistura construções antigas com construções cinzentas de betão. Mas há medida que o dia ia avançando, as cores do sol concederam uma nova essência e tornou-se uma cidade mais atraente. Para além de todos estes recantos, havia também um mini-festival de chocolate que valeu por todas as amostras que pude provar !

Voltámos para Bologna e fomos recebidas pelas nossas queridas bicicletas...às quais tinham furado maldosamente os pneus!!




quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Milão

Como já tinha dito, fui passar dois dias a Milão com o Pedro, com o principal objectivo de ir ver o jogo do AC Milan - Sporting de Braga, mas claro também com uma vontade enorme de conhecer Milão pelos olhos dos Erasmus de lá, que tanto gostei de acompanhar em Bologna.

Lá fomos de comboio, parámos no Mac perto da estação com hamburgueres a 0,50€ (!) e fomos ter com o Manel e o Zé que estavam já à nossa espera.


Passeámos, passeámos. Fomos às Galerias, ao Duomo, às ruas cheias de lojas, ao centro comercial com cachecóis a mais de 150€... Entretanto apareceu a Mariana que foi, mais uma vez, a minha menina companheira com quem sabe muito bem conversar. Fartámo-nos de rir.

Fomos depois visitar a casa do Manel - vivam os chuveiros! -, onde adormeci a ouvir a D. Helena e coisas do género que eles viam no Youtube (falo da D. Helena assim com esta naturalidade, porque vemo-la tantas vezes aqui em Bologna, que é como se já fosse uma de nós!). Mas era hora de acordar.


eu no centro do mundo

Hora de ir ver o Braga:)

Tem graça ver como os rapazes se transformam a partir do momento em que entram no estádio. Tudo bem que era o estádio do Milan, que demorámos séculos a conseguir subir, especialmente depois do Manel ter demorado 10 horas a ser revistado, porque decidiu levar tudo para o jogo! O senhor até já me perguntava se ele era perigoso.

Mas lá chegámos nós - chegou um pouco depois a Mariana, para me salvar da loucura masculina e me fazer entrar na palhaçada também -, preparados para ver os Guerreiros do Minho em acção. Fizemos barulho, o Manel aprendeu os hinos do Braga num instante e parecia um deles, um dos que nos rodeava com o sotaque maravilhoso do Norte.




Mariana, eu

O Braga estava a jogar melhor. Ao último minuto, o famoso Ronaldinho marcou um golo, mesmo à nossa frente, por baixo dos nossos olhos. Até eu fiquei um pouco triste. Mas era o Ronaldinho !

Depois enfrentámos o frio e fomos aos Navigli comer um crepe óóptimo (que me faz estar ainda hoje com desejos de um crepe nocturno). Passeámos mais um bocadinho, fomos a casa do Manel buscar as mochilas e depois para casa da Mariana dormir e ser tratados da melhor forma possível.


Manel, Pedro, eu

Acordámos quase com o pequeno-almoço na cama e fomos passear mais um bocadinho. Queriamos ir todos ao lago Como, mas já era tarde e acabámos por ficar na conversa e a dar umas voltinhas. Subi ao Duomo com o Pedro e o Manel e entretanto era hora de começar a ir embora.

Despedidas despedidas. A Mariana esqueceu-se das chaves de casa e perdemos o comboio. Mas não fez mal:) Até porque apanhámos um mais barato que era mais rápido (não me perguntem como).

Milão é, afinal de contas, uma cidade bem mais bonita do que eu julgava, com semelhanças à Madrid do Miguel, não é industrial, feia e tudo isso como me fizeram acreditar que sim. Gostei bastante, na verdade, e a companhia não podia ser melhor.

A voltar:)


Shot de iogurte oferecido na rua - uma porcaria!