sábado, 14 de março de 2009

Auguri Verde

A Martinha fez anos e o Nuno veio cá fazer surpresa antes de ir para a Austrália. A nossa menina foi muito mimada, teve direito a uma prenda com pistas, a uns sapatos de dança oferecidos por todos e um M oferecido por mim!

A festa de anos, como não podia deixar de ser, foi temática: Auguri Verde. Ou seja, cada um teria de ir de verde ou interpretar qualquer coisa relacionada com o verde. Poucos alinharam realmente realmente, mas ao menos parece que toda a gente se esforçou para levar uma peça de roupa verdinha, para estar dentro do espírito.

A Martinha interpretou um poema do Eugénio de Andrade. Eu decidi ser parva... e daltónica:

A festa começou estranha, a dinâmica anda toda um pouco diferente, mas acabou por ser muito divertida. É engraçado ver como os acessórios vão sendo partilhados ao longo da noite e a festa se prolonga até às 5h da manhã.

James (USA), io, Martinha

Giada, io, Konrad (GER)

io e Giada

James, io, Nuno

M's! :)


Francesco (IT), io

io, Andrea (IT)

Nuno, io

Nicolo' (IT)

Lidia, Lachie (Scotland)
Carlos (ES), Pedro, io, Marta (ES), Marta
Gonzalo (ES)

io, Emma (USA)





Foi um belo dia teu!*


quarta-feira, 11 de março de 2009

James


Allora..

James è geloso perché ho fatto un post di Konrad e non ho mai fatto nessuno di lui. Sooo, here it is, caro James, con tutte le lingue che parliamo, como vc pode ver.

A verdade é que já falei dele aqui, logo no iniciozinho, quando o conheci no Giardini, enquanto amigo da Kalen. Però lui non si ricorda.

Agora o James tornou-se um grande amigo. Está tantas vezes connosco, conhece os meus problemas e partilha os melhores risos. Telefona-me e diz sempre "Marrta Trindadxi", mistura 3 línguas e fala muito depressa.

Dança, canta, gosta de cinema, gosta de actividade, é divertido, mascarou-se de homem a cavalo no Carnaval, é sempre diferente. É diferente mesmo. É, sem dúvida, uma pessoa especial. Em todos os sentidos. Das que vale mais do que a pena:)

Ti voglio bene, dai! :)

Konrad

(O Konrad fez-me pensar na vida e por isso merece um post)

Ontem apercebi-me que o Konrad (alemão) é das pessoas mais cultas e interessantes que conheço. Já faz parte do meu Erasmus há uns tempos, por intermédio dos músicos da Lame. No entanto, só na Laurea do Nuno é que falei com ele e me apercebi do seu humor negro e da sua tão típica maneira de ser. Nas festas ou serate passei a estar à vontade. Criávamos vidas paralelas.

Ontem convidei-o para vir a uma festa de espanhóis connosco. A festa não era nada de especial e escapámos meia hora depois. Após deixarmos a Martita pero de casa, ainda tivemos mais uma hora a falar.

Senti-me pequenina ao ouvi-lo falar de Filosofia e História, ao vê-lo escrever grego para me provar que não me estava a enganar, ao entender que a cultura dele é impressionante. Dei por mim a rebuscar conhecimentos que tinha cá nos confins.

Discutimos teorias políticas e da comunicação e decidimos fazer um filme com mensagens subliminares.

Entendi que não posso culpar o meu curso de não me ensinar nada, talvez apenas de me levar à preguiça, porque na verdade passou-me muita coisa pela frente e só não sou mais culta, porque não tenho querido.

É mais um dos meus objectivos: ler mais, saber mais. Discutir mais.

terça-feira, 10 de março de 2009

(A página)

(
A força veio para ficar. Imprimiu-se como segura. No entanto, às vezes escorrega. Por vezes, ameaça. E faz-me pensar que as memórias são o que nos faz mal. Quando na verdade, são das melhores coisas que temos.

Gosto das minhas mudanças de Erasmus, do novo desafio, de ter de respirar fundo e ir ao desconhecido. Desconhecido conhecido, no meu canto, no meu lugar. Isto é meu. Mas mudou-se. Gosto. Apesar de, quando menos espero, o peito se apertar um bocadinho e querer a Bologna invernal, do meu grupinho genuíno e seguro.

Virar a página não é esquecer. Não é substituir. É guardar o melhor. Ouvir zum-zuns, mas não tentar saber, para se ficar com o melhor, a melhor imagem, o maior carinho. Virar a página é deixar doer, não fingir que não, reflectir e depois adormecer. Calma. Finalmente.

Virar a página é ter-vos comigo. Já arrumadinhos em mim. É não deixar nunca de sentir a falta, mas saber viver à mesma na vossa ausência.

Virar a página é o recomeço neste campo de batalha, de conquistas, de lutas. É gostar das diferenças e acalmar o coração.

Virar a página é ter-vos sem vos ter.
É ter-me em vocês.
É ter-me em mim.
Ser eu. Sempre.
)

segunda-feira, 9 de março de 2009

Brasileiradas

A família foi embora e a tarde revelou-se logo animada e cheia de planos. Depois de pôr o sono em dia, correr para imprimir os bilhetes para Estocolmo, encontrámo-nos com os brasileiros e apanhámos o 19 rumo a casa do Thiago, para o churrasco de anos dele.

Só brasileiros, portugueses e um italiano.

Dejà-vu a toda a hora. Foi com estas pessoas que comecei Erasmus, sabe bem dar-me com elas de novo. Mas não deixa de soar a dejà-vu, a início, a recomeço, a redescoberta. São pessoas fantásticas, tinha saudades.

Saudades das pessoas e saudades deste sentimento de insegurança e desconhecimento em relação ao que os planos levam, ao que surgirá das tardes, das noites. Ao que as conversas levam, ao do que se fala, o que se dança, o que se partilha e redescobre.

Gostei mesmo.




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Estocolmo ficou adiado. A vontade das 3 (eu, Martinha, Kalen) era pouca. Mas às 2.30 da manhã decidimos ir, especialmente porque a Marta queria muito. às 4.30 acordámos, a Marta telefonou. Não consigo, não consigo, não conseguimos. E decidimos ficar e aproveitar o sol. Vira-se a página cá, aqui, juntas.

sábado, 7 de março de 2009

Família


A família veio cá visitar:)

Passeámos, rimos, falámos, comemos bem. Andámos muito. Conheceram a minha cidade e entenderam porque é que me apaixonei por ela.

Soube bem mostrá-la, andar kms, contar histórias, ir ao Giardini, à Montagnola, à Osteria de sempre, ao 15 que só dá para ir com os pais, ao restaurante familiar ao pé da estação que nos salvou de uma intoxicação alimentar russa. Soube bem dormir com a mana ao lado e adormecer a ouvi-la falar. Soube bem fazer a Castiglione 50 mil vezes, ir mostrar a Zamboni nocturna cheia de gente e fugir da multidão da Independenza que fazia lembrar Nova Deli. Até o Beppi Maniglia estava cá este fim-de-semana.

Soube bem ir aos gelados da Gianni e da Castiglione. Ir às ruas dos mercados, à Piazza Maggiore, a Sto Stefano e à Picola Venezia. Soube bem passear, estar em família, a verdadeira família.

Porque família é família :) E em família sabe tudo bem:)

quinta-feira, 5 de março de 2009

Uma verdadeira era

Tempo.

Tempo. Tempo.

Tempo. Tempo. Tempo.

Demorou tempo a criar, a assegurar, a certificar, a ser óbvio, a ser segurança, certeza. A ser vida. A ser família.

Demorou tempo, mas foi tão rapido, tão certeiro, tão certo. Tão óbvio!



Agora o tempo roubou-nos o nosso tempo.

Agora o tempo, o nosso tempo chegou ao fim.

Foram, fomos os melhores :) Os únicos, os amigos verdadeiros, a família. O choro e as gargalhadas, as bebedeiras e as sobriedades, as conversas e as estupidezes, os beijinhos e os abraços, os pijamas e os vestidos, as ramelas e a maquilhagem, as viagens e as nossas casas, os telefonemas as mensagens e as campaínhas. Fomos tudo, todos, a toda a hora, vivemos juntos, sempre juntos.

Tudo. Somos tudo.

And we will always have Bologna ! :)








M: ! *

terça-feira, 3 de março de 2009

Foi dia de festinha de despedida da Ana e do Pedro. Calma, tranquila, com muitas emoções, abraços e Até já's.

O comboio do Pedro esperava por ele de madrugada. Fizemos-lhe companhia até bem depois do sol nascer. Foi noite de Free Hugs em ruas desertas, de tranquilidade, sorrisos, últimos croissants de Nutella na Borgonuovo e um dejà-vu a caminho da estação. Um chão, uma última conversa e um comboio que chegou.

Free hugs são abraços para sempre:)



segunda-feira, 2 de março de 2009

Firenze

Fomos a Firenze, enquanto última viagem do Pedro e da Ana como Erasmus. O sono, o cansaço e o tempo chuvoso que ameaça voltar não ajudaram nem permitiram boas fotos, mas foi um bom dia.

Revi o interrail a cada passo que dava, relembrava-me de histórias e até de conversas a cada esquina. Gosto de vocês, meninas.

E gosto dos meus Erasmus que decidiram abandonar-me quase todos!

Hoje é festa de despedida da Ana e do Pedro, que vão embora hoje e amanhã. Depois chega a família:))

Taverna dei Picardi

Há restaurantes bem giros que merecem ser explorados. E foi o que nós fizemos! Juntámos um grupinho e rumámos a esta taverna onde se come muito, bem e...sem talheres nem apetrechos do género.

A tigela da sopa é-nos atirada pelo ar, temos de enchê-la e comê-la sem colher. Depois chega um pão enorme que tem de ser rasgado por cada um. De seguida vem o esparguete à bolonhesa e a porcaria implanta-se. Chega a salada temperada, mas a precisar de ser remexida com as mãos. A mesa já se torna um pequeno esterco que se triplica quando chega finalmente o pernão de frango!

Sem comentários!

As fotos falam mesmo por si: