quinta-feira, 13 de novembro de 2008

Milão

Como já tinha dito, fui passar dois dias a Milão com o Pedro, com o principal objectivo de ir ver o jogo do AC Milan - Sporting de Braga, mas claro também com uma vontade enorme de conhecer Milão pelos olhos dos Erasmus de lá, que tanto gostei de acompanhar em Bologna.

Lá fomos de comboio, parámos no Mac perto da estação com hamburgueres a 0,50€ (!) e fomos ter com o Manel e o Zé que estavam já à nossa espera.


Passeámos, passeámos. Fomos às Galerias, ao Duomo, às ruas cheias de lojas, ao centro comercial com cachecóis a mais de 150€... Entretanto apareceu a Mariana que foi, mais uma vez, a minha menina companheira com quem sabe muito bem conversar. Fartámo-nos de rir.

Fomos depois visitar a casa do Manel - vivam os chuveiros! -, onde adormeci a ouvir a D. Helena e coisas do género que eles viam no Youtube (falo da D. Helena assim com esta naturalidade, porque vemo-la tantas vezes aqui em Bologna, que é como se já fosse uma de nós!). Mas era hora de acordar.


eu no centro do mundo

Hora de ir ver o Braga:)

Tem graça ver como os rapazes se transformam a partir do momento em que entram no estádio. Tudo bem que era o estádio do Milan, que demorámos séculos a conseguir subir, especialmente depois do Manel ter demorado 10 horas a ser revistado, porque decidiu levar tudo para o jogo! O senhor até já me perguntava se ele era perigoso.

Mas lá chegámos nós - chegou um pouco depois a Mariana, para me salvar da loucura masculina e me fazer entrar na palhaçada também -, preparados para ver os Guerreiros do Minho em acção. Fizemos barulho, o Manel aprendeu os hinos do Braga num instante e parecia um deles, um dos que nos rodeava com o sotaque maravilhoso do Norte.




Mariana, eu

O Braga estava a jogar melhor. Ao último minuto, o famoso Ronaldinho marcou um golo, mesmo à nossa frente, por baixo dos nossos olhos. Até eu fiquei um pouco triste. Mas era o Ronaldinho !

Depois enfrentámos o frio e fomos aos Navigli comer um crepe óóptimo (que me faz estar ainda hoje com desejos de um crepe nocturno). Passeámos mais um bocadinho, fomos a casa do Manel buscar as mochilas e depois para casa da Mariana dormir e ser tratados da melhor forma possível.


Manel, Pedro, eu

Acordámos quase com o pequeno-almoço na cama e fomos passear mais um bocadinho. Queriamos ir todos ao lago Como, mas já era tarde e acabámos por ficar na conversa e a dar umas voltinhas. Subi ao Duomo com o Pedro e o Manel e entretanto era hora de começar a ir embora.

Despedidas despedidas. A Mariana esqueceu-se das chaves de casa e perdemos o comboio. Mas não fez mal:) Até porque apanhámos um mais barato que era mais rápido (não me perguntem como).

Milão é, afinal de contas, uma cidade bem mais bonita do que eu julgava, com semelhanças à Madrid do Miguel, não é industrial, feia e tudo isso como me fizeram acreditar que sim. Gostei bastante, na verdade, e a companhia não podia ser melhor.

A voltar:)


Shot de iogurte oferecido na rua - uma porcaria!

terça-feira, 11 de novembro de 2008

Estive em Milão, Liubliana e Trieste.

Actualizações em breve, assim que tiver fotos:)

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Eleições americanas '08

Bologna, tal como todo o mundo, parou na expectativa dos resultados das eleições americanas. Na biblioteca da cidade - Sala Borsa - todas as televisões estavam sintonizadas na CNN para se seguir a par e passo todas as novidades em tempo real. Tendo em conta a diferença horária, as portas ficaram abertas até cerca das 3h da manhã, hora a que ainda não se tinham os resultados confirmados, no entanto, estava tudo encaminhado.

Toda esta iniciativa foi acompanhada de uma série de convidados que durante toda a noite mantiveram uma conferência activa. Entre vários, encontravam-se jornalistas, professores e especialistas, tanto italianos, tanto americanos da comunidade bolonhesa.

O número de americanos ansiosos era incontável, tantos deles com sacos-cama e almofadas, prontos para passar a noite onde quer que fosse para seguir de perto todo o desenrolar das eleições americanas. Mas prova de ser uma eleição sentida a nível mundial, também em Bologna as diversas nacionalidades se aglomeravam de fronte aos ecrãs.

As bicicletas amontoadas à frente da biblioteca a horas tardias mostravam como a afluência era grande e como Bologna é mesmo uma cidade culta e instruída (Bologna, la dotta). E com este meio de transporte tão eficaz, ecológico e económico, era permitido aos interessados irem dar um passeio e voltar sempre que quisessem dar uma espreitadela aos canais americanos.

Foi assim que fiz, também. Fui e voltei. Fui e voltei. Interessei-me, vi CNN, ouvi um pouco de uma conferência, conversei com uns americanos, observei os jornalistas. Fui dar uma volta com italianos. Vim para casa seguir na Internet, adormeci. Acordei com uma mensagem da Kalen toda feliz. Ficou até às 7h da manhã em casa de uma amiga, ansiosa, à espera dos resultados finais.

Ficou feliz. Fiquei feliz. O mundo ficou feliz :)


domingo, 2 de novembro de 2008

Manel e companhia



O Manel veio visitar-me e passar o fim-de-semana. Sabe bem ter alguém que conheço há tanto tempo por perto e sabe bem fazer com que goste da minha cidade, da qual não tinha grandes expectativas.

Sabe bem conversar e ter uma história de 17 anos para trás. Sabe bem ter uma confiança e um carinho enormes. Soube mesmo bem tê-lo cá.

A ele e aos seus amigos todos, com quem passei estes dias. Simpáticos, divertidos, conversadores, boas companhias.

Levei-os a um bar de happy hour, leveio-os à estátua do Nettuno, e ao telefone da Piazza Maggiore, levei-os às pizzas óptimas a 2,50€, levei-os à Arteria para um concerto de 3 horas de jazz grátis. Levei-os aos croissants com chocolate que abriram a horas para felicidade de mais de 20 pessoas que éramos. Dei guarida ao Manel e ao Zé cá em casa.

Fiz uma volta turística por Bologna no domingo. Fomos à Piazza Maggiore, à Basílica de S. Petrónio e subiram às torres. Fomos às 7 Igrejas de Sto. Stefano e fomos a S. Domenico. Fomos à Picola Venezia e ao Giardini Margherita, com direito a paragem para gelados e para pizzas, claro está.

Foi mesmo bom. Soube mesmo bem, apesar do pouco tempo. Consegui que se apaixonassem, também eles, pela minha cidade e pelas minhas pessoas. Até tiveram direito a ouvir o Andrea tocar um bocadinho de piano.

Quinta-feira vou a Milão retribuir a visita. É dia de jogo do Milan com o Braga e aproveito a companhia do Pedro e vamos desbravar a cidade milanesa. Apetece-me:)

Diogo e Halloween

O importante em tudo é a atitude. Não deixei que nada me deitasse abaixo e tive um óptimo final de semana.

O Diogo Jalles esteve cá. Foi um dos parceiros de Cinque Terre que voltou para nos visitar com tempo. A companhia é sempre óptima, a amizade que ficou, as conversas, a confiança. Soube mesmo bem e tive pena que se fosse embora, ainda que tenha adiado a partida por dois dias. Já fazia parte do nosso dia-a-dia, das nossas rotinas, dias e noites. Pode voltar! Deve mesmo.


Também ele alinhou na nossa vivência de Halloween. Mesmo não sendo nada típico português, todos os motivos são bons para festa e para diversão. Então decidimos todos mascarar-nos, bem como toda a Bologna. Vestidos a rigor, enfrentámos a chuva, com uma boa-disposição fantástica. No entanto, apesar do nosso bom espírito, a noite foi um falhanço - mas divertimo-nos à mesma. A festa no Giardini, para onde queríamos ir, estava demasiado cheia e já não dava para entrar. A festa seguinte para onde poderíamos ir, implicava levar bebidas, que não tínhamos, e éramos gente a mais para invadir. Decidimos ir para a Arteria, um bar com música electrónica. Pagámos 3 euros e estava mau demais.




Saímos e fomos esperar pelos croissants com chocolate que teoricamente abrem as 2h, 2h30m da manhã. Esperámos e não abriu (talvez não tenhamos esperado tempo suficiente).

Viemos para casa. Como a casa dos outros portugueses estava cheia de visitas, o Pedro e o Diogo vieram dormir cá para casa e ainda houve tempo para uns bons ataques de riso.

Foi bom.


quinta-feira, 30 de outubro de 2008

Roubada.

Acabei de chegar a casa.

Roubaram-me as coisas da mala: telemóvel italiano, carteira, máquina fotográfica.

Estou demasiado apática para ter consciência.

(...)

Logo hoje que o dia me estava a correr bem. Que tinha passeado um bocadinho, tinha ido à Basílica de S. Petronio, que tinha apanhado chuva, que isolei a minha janela para não ter frio, que tinha ido jantar à noite cubana, que tinha tido um começo de noite fixe, que tinha andado de bici num temporal tal que nem via nada à frente, que tinha decidido ir, pela primeira vez em 2 meses, a uma festa-disco de Erasmus onde dancei imenso e me diverti tanto. Bolas, logo hoje que estava a ser um bom dia.

P.S.: No meio desta palhaçada, já devorei uma tablete de chocolate.

...

Agora com mais calma. Roubaram-me as coisas da mala numa discoteca, onde me estava a divertir imenso. Deixaram-me só as chaves de casa. Ainda atenderam o telemóvel uma vez antes de o desligarem de vez: não eram italianos, falavam inglês.

Hoje fui à Polícia apresentar queixa. E fui mimada. Dormi a sesta e acordei como se estivesse com a maior ressaca de sempre - e não bebo alcool há quase 2 semanas. Estou com umas dores de cabeça horríveis. Vou jantar a casa dos portugueses. Estou mesmo sem forças.

O que me custa é ficar sem a minha máquina. Eu tirava fotos quase todos os dias. Hoje houve uma manifestação enorme em Bologna, com ruas cortadas pelas pessoas, um caos enorme e não pude fotografar.

Custa-me não ter a minha carteira, os meus papelinhos, as minhas coisas. O meu BI, o cartão da faculdade, da biblioteca, das organizações de Erasmus...

Custou-me andar incomunicável durante o dia. Custou-me pagar 40€ por um cartão novo e um telemóvel. Custa-me não ter um Nokia, não ter o meu telemóvel !

Custa-me que me tenham levado uma bolsinha só com tralhas que me interessam a mim e não têm valor nenhum.

Já nem faz sentido andar de mala. Não tenho nada para lá pôr.

Dia mau.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Óculos e chapéus

Bem-estar. Boa disposição. Resultado? Uma parvoíce pegada!

- Que é que fazemos hoje?
- Não sei. 'Bora mascarar-nos?

- Nós os 5? 'Bora!


E assim foi !

Chapéus, óculos, personificações, maquilhagem, roupa, estilo, risos, máquinas fotográficas. Onde estão as pessoas? Nunca mais chegamos ao centro. Pincel, fita métrica. Tanta gente! Temos de falar com as pessoas! Falámos.

E divertimo-nos muito!














Para onde vamos? Onde onde? Café Paris? Apareceu o André, o Felipe, o Tiago. Vamos para a Arteria! 5 euros. Demais. Porta das traseiras...ou chamar a polícia? Piazza Sto Stefano, andiamo. Faz frio. Casa do Felipe, umas voltinhas de bicicleta e vamos para casa.





Had fun :)

segunda-feira, 27 de outubro de 2008

A metamorfose dos zucchini



Quando grelho fatias de zucchini, assim com bastante sal, sabe-me a peixe grelhado !

sábado, 25 de outubro de 2008

Bici - update!



Entretanto ontem comprei a bicicleta mais gira de toda a Itália!

Isto aqui é tudo à base de compra e venda de bicicletas ilegais. Então lá fui eu com o Pedro à Piazza Verdi onde estão as pessoas esquisitas. Falámos com um e com outro, sugeriam que fossemos ao longe da rua ver se alguém nos oferecia uma bici.

Nada.

Fomos, entretanto, ver se uma pizzeria estava aberta. Quando voltámos para a mesma Piazza, vimos uma das pessoas esquisitas a dar uma voltinha com uma bicicleta - a minha! -e dissemos que queriamos comprar uma.

Começou por pedia 25€, dissemos que era muito, que tínhamos já comprado por 15€ - e é verdade. Lá disse que vendia por 15€ as bicicletas velhas, mas que para esta não baixava dos 20€, porque é nova - mesmo! -, tem cestinho e gradezinha atrás para levar pessoas. Lá aceitei. Ele gostou muito de mim, pediu o meu número, queria ir ao aperitivo comigo um dia destes. Dei-lhe o número errado e fui embora.

Hoje vou comprar o cadeado e tinta para pintar a bicicleta. Como são roubadas, é sempre possível que apareça a dona da bicicleta e haja confusão.

(Sim, pesa-me um pouco a consciência.)

Depois tiro foto da minha mega bici.

Fui correr, ontem, também!! As duas coisas que estava a adiar fazer há 1 mês e tal - correr e comprar bicicleta - resolvi num só dia. Corri bastante a ouvir The Sounds, soube-me muito bem e deu-me vontade de correr mais vezes.

UPDATE:

(Com zoom percebe-se melhor.)

Aqui está a minha bici. A loja das tintas estava fechada, então comprei uma fita-cola às riscas amarela e verde e passei umas 2 horas a decorar a minha nova companhia. Estou muito feliz com o resultado final! (sim, está bem wee!)

Faculdade

A faculdade aqui é diferente.

Vai toda a gente às aulas e ficam sentados 15/20 minutos à espera que o professor chegue. Participam muito. Mesmo quando as salas têm 150 cadeiras e somos 300 pessoas, as pessoas vão. E sentam-se no chão - que tem sido o meu lugar nas últimas vezes.

Os professores falam com microfones. Os alunos batem palmas. Há uma pausa de 10/15 minutos a meio da aula, para descansar.

No outro dia, houve uma manifestação nas faculdades por Bologna (e pelo que percebi, também em Pisa e afins). Havia gente a dormir à noite na faculdade, a boicotar a entrada, a impedir que houvesse aulas, a beber, a fumar. Bologna é a única cidade com um 'presidente da Câmara' de esquerda, portanto é entendível toda esta revolta para com as medidas de privatização das Universidades, do Berlusconi.