segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

post-it

- Está a nevar em Bologna e eu estou aqui. Expliquem-me porquê.
- As pasta aqui saem uma grande porcaria: a massa é diferente, a mozzarella também, o fogão é eléctrico, é tudo diferente. Até parece que não sei cozinhar.
- Estou habituada a ser uma condutora híbrida - a bici tanto é carro como peão - e não faz sentido parar nos semáforos. Nem esperar pelo verde para atravessar a rua.
- Centros comerciais cansam demasiado. Já não me lembrava.
- Não me sento no sofá nem ligo a televisão. Não estou habituada a ter sala nem a ver televisão.
- Como mais doces que em Itália. O meu record de ter sido a que engordou menos em Erasmus vai alterar-se.
- O meu quarto continua um caos. A mala continua por desfazer.
- Bologna é pequena e encontra-se toda a gente na rua. Lisboa é grande e encontra-se toda a gente na rua também.
- it's better to say too much than never to say what you need to say again

domingo, 28 de dezembro de 2008

A nossa querida Dona Helena

A Dona Helena, a nossa companheira infalível e constante nas nossas casas bolonhesas. Dá-me saudades!



- Dona Helena, há quanto tempo é que vive na rua?

- Oh minha querida, eu só estou em passagem, não é? Só para analisar, 'tá bom? É aquilo que eu vejo e gosto, porque toda a gente, dói-me o coração, 'tá bem? E eu gostaria que toda a gente, 'tá a compreender, tivesse uma casinha, 'tá bom, mas quando a Dona Helena passa, 'tá a compreender, gosto de estar assim orgulhadinha, 'tá a compreender?

- Porque é que a Dona Helena não tem uma casa?

- Ora não tenho uma casa porque... O Sr. Fernando Gomes sabe que aquilo que analisou para a Dona Helena, claro? O Nuno Cardoso, do Jardim de S. Lázaro às Flores, 'tá bem, é quele é que sabe aquilo que deve de analisar, tudo de bom para ela, claro. Que eu nem recebo, nem tenho pensão nem tenho nada. É isso que está.

- A Dona Helena tem família?

- Tem tenho. Tenho a minha filha querida que eu boto tudo pra ela, quanto é bom.

- Não pode, não consegue viver com ela?

- Minha filha, eu... para a minha filha tudo de bom, 'tá? Mas... Claro, mas se eu tivesse tudo... Pró lado do meu, do meu... Ela para mim, é tudo e tudo passar... É tudo bom, 'tá bom? É assim e para o meu menino também, 'tá bom? Isso é que eu gosto, 'tá bem? E haja saúde e felicidades. É isso que eu quero, é saúde e felicidades. E gosto tudo de bom para a minha querida filha, viver com a minha filha em paz e sossego e alegria. E aquele meu menino, de borta de mim, de borta de uma fogueira tão linda. Glaças a Deus!

- A Dona Helena já ouviu falar no Albergue do Porto?

- Olhe minha filha, eu ouço analiso não sei um bocadinho, claro. Esta juventude educação, etc etc, claro. Sei tudo um bocadinho, 'tá bom, e acho tudo bem. Mas eu não queria isso, não. Eu eu não preciso disso, não. Juro quanto é sagrado. A nossa juventude tudo bom, certo. Eu prefiro uma casinha só para mim, claro, T2 para... para ter uma... ah pois é! Certinho! Certinho!

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

A contradição?

Ler os outros faz-me rever-me a mim.

No que sinto, no que sou. Também eu respiro e transpiro Erasmus.

Penso na Kalen a toda a hora, sento-me na cama no portátil, em vez de estar na secretária como dantes. Penso na Castiglione, na minha bici, nas minhas vizinhas, nos meus coinquilini, na minha Bologna, na minha casa, na minha cozinha, nas minhas rotinas, nas minhas pessoas, os cheiros, as vontades.

Aqui tenho mais preguiça. Aqui não consigo pensar com determinação, porque me perco no conforto e no não-fazer-nada. Aqui é tudo tão calmo, que nem me tranquilizo. Aqui ainda não consegui ler, nem escrever.

Aqui tenho saudades. Tenho saudades das vizinhas, dos estrangeiros, dos Lame - que é feito de vocês e das vossas guitarras? Estão tão longe e não faz sentido se vocês têm sido a minha vida, o meu dia-a-dia.

No entanto, é bom estar com os amigos de sempre. Estão sempre, marcar almoços, fazer e receber telefonemas, encontrar por acaso em Fnac's e metros, tenho tanto cá.

Tenho tanto.. a minha família com o melhor Natal possível. Com um Pai Natal pequeno este ano, com voz fraquinha e inflamações nos olhos, velas que queimam cabelos, cócegas que dão voltas a estômagos fracos, casas cheias, tantos doces, tanto conforto. Isto é família.


video

E família é acolher outros meninos que não a têm. Sabe tão bem poder dar colo, contar histórias e dar conforto a quem merece o mundo. É o que me enche o coração.

Onde é que eu estou? De onde é que eu sou?

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Natal Lisboeta?

Já me sinto em casa.

Já me apetece estar com pessoas, gosto de me cruzar com elas na rua, de propósito ou por acaso. Lisboa parece Bologna: é impossível sair de casa sem encontrar alguém conhecido. Até é bom!

Mas sinto-me bem!

Já passeei com a família, mimei a mana, fui à Baixa, encontrei prendas, tive desejos de um Swirl e comi-o, almocei na SIC, telefonei muito, deixei de mandar mensagens porque se pagam, mato uma bateria por dia, falei de Erasmus e ouvi planos de vida, respeitei bolhas, tomei decisões que me fazem melhor, estive na maravilhosa casa do Nuno onde se misturaram grupos diversificados de amigos, estive com as meninas, andei de elevador, não andei de carro (estou sem carta), não lavei loiça nem cozinhei, não fiz a cama, só abri o meu roupeiro uma vez e nenhuma vez as gavetas das camisolas, cheguei tarde a casa, apanhei boleias, ainda não liguei o meu computador, dormi a sesta, já vi muitos amigos muitos amigos, já paguei mais em transportes em Lisboa que em 4 meses em Bologna, combinei cinemas, é Natal, é Natal, as iluminações de Lisboa não mi piaciono, fui ao Cais das Colunas, fui amiga, fiz comparações, estive bem.

Amanhã é Natal :) E eu gosto tanto do Natal! :)

Por isso... Bom Natal! :)


(Balanço do 2º dia.)

segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Erasmus em Lisboa?

Eu sou Erasmus agora. Estou no modo Erasmus, cabeça Erasmus, coração Erasmus, vida Erasmus. Sou Erasmus.

E ser Erasmus não é ser festas e loucura. Ser Erasmus é um estado de vida, uma calma, uma vontade diferente, uma independência, uma responsabilidade, uma criação a toda a hora que passa. Uma descoberta, uma adaptação, um espaço, pessoas, rotinas, confortos diferentes. Valores diferentes.

E agora ser Erasmus em Lisboa é estranho.

Vejo amigos de Erasmus na Baixa, quando não o são. Ouço português popular e soa-me estranho. Canso-me com a agitação do metro. Não me custa andar tanto a pé. O meu quarto é demasiado grande. As pessoas assustam-me. Passar muito tempo em casa sem fazer nada em concreto não faz sentido, mas não apetece sair. Preguiça, mais preguiça. Ter uma casa-de-banho bem limpa parece de revista. Ter microondas não faz sentido - talvez por isso se tenha estragado passado umas horas de eu ter chegado a casa. Ter expressões italianas na cabeça e ter de as adaptar é confuso.

Estar em Portugal é estranho, porque o meu espaço criado do zero é o outro. Nem quando vim dos EUA chocou tanto.

Mas é estranho. Põe-me à toa. Mas a cada minuto que passa, começo a ficar mais tranquila. Apesar da agitação interna ainda ser enorme.

Vai passar.

Só tenho de saber para que lado me virar.


(Balanço do 1º dia.)

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Natale in Via Castiglione, 74 - terzo piano

O espírito de Natal cá de casa não é como em Lisboa, onde tenho uma árvore de Natal enorme, montes de enfeites, velinhas, o presépio e bonequinhos. Aqui não tenho uma Mãe que se lembra de montar as coisas, nem uma irmã que se entusiasma tanto. Portanto o Natal tem de sair um bocadinho de cada um de nós, em termos decorativos.

Decidi comprar uma mini-árvore, porque era mesmo preciso. Passado uns dias, a Kalen comprou umas luzinhas que estão sempre acesas e a piscar. São uma companhia a qualquer hora do dia e dão uma envolvência diferente à cozinha, especialmente quando a luz está apagada e vou à casa-de-banho a meio da noite.


Depois de muito discutirmos e tentarmos conciliar uma noite em que estivessemos os 5 em casa para fazermos o nosso jantar de Natal, acabámos por desistir, porque não dava mesmo. O Andrea anda cheio de ensaios e concertos, a Giada vai para casa, eu também, o Pier tem exames. Enfim. Então hoje decidimos jantar só as meninas. No entanto, comprámos prendas para todos.

Ao Pier oferecemos um livro de cozinha enorme e óptimo - fará com que os meus quilos continuem a aumentar. Ao Andrea oferecemos uma chávena de café com notas de música e um gorro para aparvalhar.


Depois, a Giada ofereceu-me um cachecol a mim e outro à Kalen, nós oferecemos-lhe uma chávena de chá, que tem uma parte onde pode fazer o chá com as ervinhas. A Kalen ofereceu-me um tu-tu preto, que eu andava à procura para usar como saia, e eu ofereci-lhe o Principezinho em português, como ela me tanto queria, mas que não esperava mesmo (na verdade, hoje à tarde vimos o Principezinho em italiano e ela disse "Quando for a Portugal, quero mesmo comprar em português").

Foi assim o meu Natal italiano caseiro, foi bom:)

P.S.: Despedi-me agora da Giada. Já só a vejo para o ano. Demasiado estranho!

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Visita da Kalen

É oficial !

A Kalen vai a Portugal na 1ª semana do ano, com o namorado americano!

Chega ao Porto dia 5 :) Já comprou bilhete!

Vou passear com ela! Vou mostrar-lhe o meu país! Vão conhecê-la!

Yeah:)

Blog da Kalen !



Lost in translation:

It's official !
È ufficiale!

Kalen is coming to Portugal in the first week of the year, with her american boyfriend!
Kalen viene in Portogallo nella prima settimana dell'anno, con il suo ragazzo americano!

Arrives at Porto on the 5th :) Has already bought the ticket!
Arriva a Porto il 5 :) Ha già comprato il biglietto!

We'll go around! I'll show her my country! You will meet her!
Farò un giro con lei! La mostrarò il mio paese! La conoscerete!

Yeah:)

domingo, 14 de dezembro de 2008

20th Century Revival Party

Tivemos uma festa do Século XX, em que cada um ia vestido a uma década. O improviso foi muito, a diversão também. Foi giro ver como toda a gente aderiu:)

As fotos falam claramente por si:













Nunca vi aquela cozinha com tanta gente. Parecia uma discoteca em hora de ponta, não dava para nos mexermos. Também nunca tinha visto a vizinha refilar naquela casa e de facto não foi fácil acalmá-la. A festa acabou por volta das 4h da manhã, não porque tinha morrido, mas porque já não dava mesmo para mais.

Foi das melhores, sem dúvida:)

sábado, 13 de dezembro de 2008

Anos da Ana e Jantar de Natal

A minha querida Ana fez anos a semana passada. Andava feita louca a estudar para os exames, pensou que passaria a sua noite a estudar, mas nós decidimos fazer uma surpresa. Viemos cá para casa umas quantas meninas, o Guilherme (que é um maravilhoso amigo do Nuno que veio cá visitar) e o Gabriele (um italiano) fazer um enorme bolo de chocolate.

A receita era da mãe da Martinha. Nós aldrabamos um pouco. Não tínhamos balança, não dava para pesar a farinha nem o açúçar nem nada. Medimos aos copos. Não tínhamos batedeira, bater as claras em castelo à mão foi uma aventura. Eu estava contipada, o bolo não me sabia a nada, então pusemos Nutella lá para dentro.

A verdade é que ficou óptimo óptimo!

A Ana adorou a surpresa, convidámos umas quantas pessoas em segredo e tivemos um bela noitinha:)

Bela noitinha foi também a do Jantar de Natal que fizemos com o grupinho de portugueses: éramos 10. Fizemos o Secret Santa - cada um tirou um nome à sorte a quem tinha de dar um presente que custasse no máximo 5€. Cada um ficou responsável por uma parte do jantar: eu estive 2 horas a cortar fruta para salada de frutas, mas valeu a pena:) Quanto às prendinhas, foi amoroso ver que tudo o que foi oferecido tinha mesmo um toque pessoal e adequava-se à pessoa.




Terei saudades destas pessoas:)

sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Rotinas nocturnas caseiras

A minha casa tem rotinas nocturnas caseiras que adoro.

Imaginem...

Chego à 1h da manhã a casa, cansada, cheia de sono. Vou para o quarto. Vejo 2 episódios de uma série qualquer. São 2.30, estou morta de sono, mas não me apetece dormir.

Vou falar com a Kalen na net, a perguntar se está acordada. Está. Decidimos ir para a cozinha falar!!

Às 3h da manhã começamos a ouvir um barulhão nas escadas do prédio. É o Andrea a chegar de Florença, com a sua mala e as suas botas barulhentas. Fazemos palhaçadas de boas vindas.

Vem conversar connosco para a cozinha. Contamos a vida, fumam umas coisas, rimos. A Giada acorda e zanga-se, porque fazemos muito barulho.

Às 4h da manhã decidimos que é melhor ir dormir.

Combino com a Kalen que a primeira a acordar, acorda a outra. É 1h da tarde: mandei-lhe um toque, ela gritou por mim e veio saltar para a minha cama!

É assim.

quinta-feira, 11 de dezembro de 2008

Lavatrice


Ao fim de 2 meses, voltámos a ter máquina de lavar roupa.

Façamos um brinde !

segunda-feira, 8 de dezembro de 2008

Final de semana com as coinquiline



Fim-de-semana diferente, na companhia das meninas cá de casa. Fomos as 3 visitar a terra da Giada e aproveitámos haver o Krampus para escolhermos esta altura.

A Giada é do Norte de Itália, de uma terrinha que se chama Tolmesso e fica pertinho da Áustria. Lá apanhámos o comboio as 3 e chegámos lá a horas de jantar, com o Massi (o namorado da G.) à espera. Fomos a um restaurante onde se comia frango assado com batatas fritas.. à mão. Não havia talheres. Começámos logo bem, com o estômago a ser preparado para os kgs de comida que se avizinhavam.

O cansaço das 4 horas de viagem era algum, fomos para casa dormir.

No dia seguinte a G. acordou-nos mais ou menos cedo. Estava a nevar!! Eu parecia uma criancinha e ela só dizia: 'espera até chegarmos à terra da minha Avó!'. Na verdade, depois de uma hora de carro com o tio da G., chegámos a Tarvisio, a 6 km da Áustria e 4km da Eslovénia, ou coisa parecida, e NEVAVA TANTO!


Tudo branco, tanta neve, tantas bolas de neve, que excitação :)

Conhecemos a família, comemos 10 kgs de comida, dormi a sesta e preparámo-nos para ir ver o Krampus.


O Krampus é uma festa tradicional austríaca que também se faz ali. Basicamente, há umas pessoas vestidas de diabos e coisas assustadoras do género, com badalos enormes que fazem imenso barulho quando andam, com tochas e um molho de ramos na mão com que batem nas pessoas. Eu estava a morrer de medo. Porque eles magoam mesmo!!



Vimos um desfile, depois fomos ver a cerimónia onde queimavam tudo e se ajoelhavam para o St. Nicolò que chegava e libertava o mal e aí começavam a bater mais nas pessoas. Até os putos pequenos fugiam, mas eram apanhados por estes diabos que os mandavam ao chão e lhes enchiam a cara de neve. Os jovens-adultos que se metiam lá no meio, levavam com cada 'chicoteada' que se ouvia a kms de distância.




(ampliar! - vale a pena!)

A sério, era tudo muito estranho! Não entendo bem como é que as pessoas fazem isto, mas acabava por ser um belo espectáculo. Bebemos vinho tinto quente com açúcar enquanto viamos tudo. Eu quando tentei tirar foto com os monstros, fugia logo a seguir que via o flash, com medo que me dessem uma chicoteada.



Mas foi óptima a neve toda, o ambiente todo, o irmão da G. com quem fiz guerra de bolas de neve, a família toda que era um espectáculo, o Massi, a Kalen, a Giada. Demo-nos tão bem as 3, nunca tínhamos passado assim tanto tempo só nós e sabe mesmo bem perceber que sermos coinquiline é ser mais do que vivermos juntas.

Amei:) Tivemos óptimas conversas, preguiças, risos, atrofios. Soube bem, gosto delas:)



Para uma descrição mais aperfeiçoada e em inglês, o blog da Kalen: When in Bologna..

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

As M's! e Laurea do Andrea

A Mia esteve cá a semana passada para juntarmos finalmente as M's! Já não estávamos as 3 juntas há demasiado tempo e foi bom sentir que há coisas que nunca mudam. A visita dela coincidiu também com a Laurea do Andrea, a primeira celebração de laurea a que assistimos do início ao fim.


Pela manhã, às 9.30, foi a Proclamazione, na qual uns professores chamavam um aluno finalista um a um. Quando foi a vez do Andrea gritámos, batemos muitas palmas e assim foi: estava oficialmente laureado! Bebemos logo um copinho de champanhe às 10h da manhã e preparámo-nos para nos rirmos e divertimo-nos com as tradições.

Ovos, farinha, muito frio, doces para as meninas que passavam. O resultado final do Andrea foi este:



Ao fim da tarde, tivemos a melhor festa de laurea possível, num bar das 5h da tarde até à 1h da manhã, com direito a tudo e mais alguma coisa, bom convívio e divertimento.



No dia seguinte, juntámos as M's aos italianos e à Teresa e Inês e comemos um belo jantar de sushi, cozinhado pela Mia e o Stefano, em casa do Andrea. Finalmente percebi que gosto de sushi, apesar de me ter feito mal ao estômago.



Foi uma semana diferente, cheia de gente, com o frio a chegar de vez, com planos diferentes. Gostei.

Gostei mesmo de ter cá a Mia:)

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Meninas cá

Foi uma semana recheada, com visitas da Mia, a laurea do Andrea e o fim-de-semana com a Teresa e a Inês.

No entanto, visto que ainda só tenho as fotos das miúdas cá, para já só falo delas.

Vieram cá visitar o 12º10, mas acabaram por ter muito tempo para mim. Conseguimos caber as 3 no meu quartinho pequeno, conversámos muito, rimos muito. Soube mesmo bem.


Martinha, Ana Nabais, Inês e eu

Bebemos um cappuccino à moda da Croácia - se é que me entendem. Levei-as a jantar a casa do Andrea na primeira noite, com direito a muito sushi e no dia seguinte jantámos esparguete à bolonhesa em casa dos portugueses.

A conversa ficou em dia, é impressionante como são mesmo as minhas amigas. Deu para atrofios, para filmes, para conversas da vida, para nostalgias e ideias de futuros desencontradas. (snif.)

Entretanto andámo-nos a passear pelas rua iluminadas de Bologna, que são mais que muitas e dão um ar mesmo bonito e acolhedor. O Natal está a chegar. Há árvores de Natal, luzes em tudo quanto é sítio, as montras estão todas enfeitadas. É maravilhoso:)



E a minha rua, a mais bonita de Bologna - cof! cof!, podem dizer, mas para mim é, porque é a minha! - está assim e faz-me sentir muito bem quando saio de casa, apesar da ventania, do frio e da chuva.



terça-feira, 25 de novembro de 2008

Diospiros


Uma caixa com 4 diospiros a 0,99€ dá para matar as saudades da infância.

domingo, 23 de novembro de 2008

Bacalhau

Faz um frio doloroso em Bologna. Já chegamos ao 1ºC à noite e custa. Como típico fim-de-semana que é, nem saí de casa. Sabe bem passar os dias enrolada na minha manta. Com tanta coisa going on, acabo por não estar assim tanto tempo em casa e depois fico sempre com pena, porque os meus coquilini são um espectáculo. São mesmo meus amigos, falo-lhes mesmo das minhas coisas, sabe bem...

Entretanto, na 6ª feira tivemos uma bela festa com bacalhaaaaau!! Éramos uns quantos portugueses, uns quantos tabuleiros de bacalhau com natas, 1 casa italiana, 2 italianos (de uma organização de Erasmus, que gostam muito de nós), 1 fonte de vinho!, boas conversas, rimos muito. Entretanto era noite electrónica e estava mesmo no espírito certo, soube bem, apesar de ter perdido o telemóvel de novo, mas como foi por pura estupidez minha, nem me chateei.

Os americanos que estavam cá em casa há mais de uma semana, e que vieram para ficar só 2 dias, foram hoje finalmente embora. Eram muito simpáticos, mesmo, só que 10 dias com hóspedes cansa. Até porque no fim-de-semana chegou também um amigo do Andrea, um pianista maravilhoso que vai fazer audições amanhã para o Scala de Milão.

A Mia há-de chegar entretanto, quando der sinais de vida. E mais tarde vem também a Inês e a Teresa Rato.

P.S.: A sério, está mesmo frio!

Desencontros

Erasmus é intenso. É cada segundo que passa, cada momento que importa. É viver a 200%, todos os instantes valerem, todas as banalidades perderem o seu carácter fútil. Erasmus é tudo, sempre, a toda a hora sem parar. Interessa o café, interessa a sesta, interessa o almoço, interessa o dia de limpar a cozinha. Interessam as pessoas. Criam-se encontros. Acontecem. Assim, por acaso.

Por vezes digo que Erasmus é um Big Brother com liberdade. É sempre a existir a ser a dar a sentir a mudar a não planear. Toda essa intensidade cria furacões, cria ligações, cria desesperos, cria calmaria. Tudo acontece sem parar.

O importante é não perder nunca o rumo. É não deixar perder-se na alucinação. É fácil, é um desafio, não é difícil ser-se bom. Há quem se perca, quem se desoriente, quem deixe de existir, quem se transforme, quem desapareça.

Mas não é difícil manter valores, manter o respeito, manter o ser.

Não é. Não é! Mesmo. E ainda bem para mim. Que o sei.

domingo, 16 de novembro de 2008

Libaneses

Ontem fomos para a Arteria, a seguir a uma festa em casa dos portugueses cheia cheia de estrangeiros, e pelo caminho apareceram 3 libaneses.

Ricos. Muito ricos.

Pagaram a entrada a umas 6 pessoas.

Sacaram de várias notas de 100€ e compravam gelo, garrafas de vodka, sumo, Redbull, flores, tudo.

Tudo para todos.

"Que é que bebes? Nada? Toma lá 50€ e vai ali comprar mais uma garrafa e sumo"

Era assim. A coisa mais estranha. Com gorjetas de 40€ para a menina do bar, com ramos de flores a custarem 20€ e pagarem um bónus de 80€.

Chovia dinheiro !

"Temos de ir embora, o bar está a fechar." "Eu pago para ficar mais um bocado."

Assustador.

sábado, 15 de novembro de 2008

Serata Portoghese

Todas as quartas-feiras há uma serata internationale numa discoteca. Há o buffet grátis com comida típica de um determinado país (buffet esse em que 90% da comida é italiana), depois um espectáculo referente ao país e de seguida começa a discoteca no seu pior, mas acabam por ser das noites mais divertidas.

Pois bem, esta semana foi a serata portoghese !



Algumas meninas cozinharam empadão e feijoada e deram um toque real ao buffet com comida verdadeiramente típica. Quanto ao espectáculo, foi dia dos meus meninos brilharem com um mini-concerto de música portuguesa, com o Pedro e o Nuno à guitarra, e a Marta a acompanhar o Pedro a cantar. Tivemos direito a fado, a Rui Veloso, Duarte Rosado, entre outros.

Tenho orgulho:)






A pista de dança foi inaugurada com outros clássicos portugueses, como as Doce, os Xutos e outros que tais, mas depressa o DJ decidiu passar para bimbalhadas e puntz puntz demasiado comercial. Fugimos todos logo a seguir.

No entanto, foi a nossa noite e valeu pela parte genuinamente portuguesa!

Ljubljana e Trieste

O fim-de-semana passado foi tempo de outros ares. A AEGEE, que é uma organização de Erasmus de cá, organizou uma viagem até Ljubjana e Trieste e lá fomos nós.

LJUBLJANA

O número de portugueses e espanhóis suplantava todas as outras nacionalidades. No entanto, eu e a Marta decidimos fugir um pouco das nossas origens lusitanas e andámos a perder-nos entre outros nossos amigos internacionais.



Ljubljana recebeu-nos bem. Foi bom relembrar os 40 minutos que tinha passado lá no Interrail e entender que ficou bastante para ver. Não muito, já que a cidade é pequena. Passeámos, seguimos as guias turísticas. Perdemo-nos sozinhas. Ficámos no hostel mais no centro, partilhámos o quarto com duas brasileiras. Jantámos com umas espanholas, fizemos companhia ao jantar de outros tantos, saímos todos juntos para uma discoteca que fechava às 6h da manhã, coisa que não existe em Itália.


Gonzalo, eu, Marta, Eli, Aitor, Arnau, Martinha


Gonzalo, Marta espanhola, eu


Marta, eu, Alejandra, Martinha


Le 3 Marte !



Buzinavam quando atravessavamos a estrada à italiana. Falavam uma língua estranha, mas todos sabem inglês (eu é que cada vez menos, o italiano anda a tomar controlo do meu cérebro). Têm comidas muito fritas que só se comem se não se olhar com atenção. Mas foi um bom dia.

TRIESTE

Depois de uma noite curta, de um pequeno-almoço maravilhoso que nos porporcionou sandes de queijo suficientes para o resto do Erasmus, de uma bela dormida no autocarro, chegámos a Trieste. Recebeu-nos logo com o mar, ali a banhar a cidade em torno do qual se desenvolveu. Nós, portugueses, lisboetas, somos um povo marítimo e ver o mar sabe bem demais.



Passeámos novamente. Uma cidade com edifícios mais imponentes, não parece Itália, cores frias, mistura construções antigas com construções cinzentas de betão. Mas há medida que o dia ia avançando, as cores do sol concederam uma nova essência e tornou-se uma cidade mais atraente. Para além de todos estes recantos, havia também um mini-festival de chocolate que valeu por todas as amostras que pude provar !

Voltámos para Bologna e fomos recebidas pelas nossas queridas bicicletas...às quais tinham furado maldosamente os pneus!!